Primeira semana de GAMIFICATION

Já fiz alguns cursos online, mas o da Coursera me surpreendeu… Não sei se é o fato de ser um assunto emergencial (Gamification) ou se todos são assim. Logo de cara recebemos todas as informações para o início do curso, até ai normal… No dia seguinte o fórum já estava bombando com mais de 10 páginas de tópicos, cada um com média de 500 posts todos com novidades! A coisa já começa a assustar…

Hoje entrei na wiki, que no começo da semana estava vazia, eis que me deparo com uma montanha de informação! Reclamando??? Não, eu quero é mais mesmo e pensei em dividir isso com vocês! A wiki é livre para consulta (não precisa se inscrever no curso, mas uma conta na Coursera[FREE] é necessária), então quem pretende estudar sobre Gamification:
https://share.coursera.org/wiki/index.php/Gamification

Além da wiki, o Fábio Krauss criou um mindMap sobre gamification que a comunidade Brasileira (2º maior número de inscritos no curso!) foi convidada a editar/criar, vale muito dar uma olhada! Pelo menos uma olhada!!!! Segue:
http://www.mindmeister.com/198394975

E agora, de volta ao mestrado…

Aprendizagem mediada por games – Parte I

Enquanto esse blog serve de diário (semanário talvez…) para as coisas que vou escrevendo e lendo durante o mestrado, vou postando minhas observações e experiências por aqui. Tudo bem, não são textos científicos, mas é comunicar o assunto pra vocês! (aproveito e bato um papo, já que, ficar lendo sozinho aqui é muito chato…)

Pensei em transformar em séries um dos assuntos da minha pesquisa, a aprendizagem mediada por games. Imaginei trabalhar a mediação por computadores, mas é muito pano pra manga… Quando eu souber fazer agasalhos, quem sabe?!

De início estou lendo alguns textos de/sobre mediação de Vigotski, Inteligência artificial e cibercultura. As coisas ainda estão meio bagunçadas na cabeça, mas aos poucos as conexões vão ficando mais claras. Inicialmente quero só compartilhar as coisas que tenho pensado, mais tarde confirmo se é realmente isso…

Uma coisa é boa! Consigo afirmar que os games são aparatos que ensinam e desenvolvem a aprendizagem, já que dependem da ação do interator para acontecer, portanto, se não há interação o game não existe. É meio óbvio, mas vai servir lá na frente!

Outra coisa que gostaria de compartilhar é a utilização dos mediadores virtuais inteligentes(MVI) nos games para que ocorra a aprendizagem. A função dos MVI’s é direcionar o jogador durante o game, é ele que apresenta o conteúdo e em alguns casos constrói os níveis de dificuldade conforme o desempenho de quem joga. A importância deles dentro de um game é de garantir que haja andamento na narrativa do jogo, apresentando desafios e maneiras de solução dos problemas enfrentados na trama.

Inicialmente pensei nos MVI’s como os NPC’s (Non-player character) mas jogando um pouco mais e vendo alguns vídeos eles (os MVI’s) aparecem em forma de mensagens, ações no jogo e também como NPC’s.

Separei alguns vídeos para ilustrar como eles funcionam.

Fable, da LionHeart – Interação com NPC (mentor):

World of Warcraft, da Blizzard – Gameplay e como jogar. O vídeo tem um narrador, mas vejam quando o jogo começa, na interface a todo instante aparecem mensagens ou interação de NPC’s orientando o jogador nos passos iniciais:

The Sims 3, da Eletronic Arts – Não considero The Sims jogo, mas categorias fica pra um outro post. Nesse gameplay o personagem direciona o jogador para interação e tomada de decisão com os balões de pensamento, mas também há mediação por mensagens na interface e NPC’s (mais uma vez…)

Age of Empaire 3, da Ensemble Studio – É um tutorial que normalmente é apresentado na maioria dos games, o jogo acontece com um narrador que vai direcionando e dizendo o que o jogador deve fazer. Reparem n

a interface do jogo durante o vídeo, a quantidade de informação que o narrador passa ao player:

 

Estou trabalhando também em um infográfico que pretendo terminar até dia 16, quando vou apresentar a ideia inicial do artigo, ai atualizo o post, ou já começo a parte II!

Um abraço! inté!

😉

 

A evolução do polegar opositor

Os seres humanos são animais mamíferos, bípedes, que se distinguem dos outros mamíferos, como a baleia, ou bípedes, como a galinha, principalmente por duas características: o telencéfalo altamente desenvolvido e o polegar opositor. (Ilha das Flores, 1989)

 

Há algum tempo tenho observado as crianças brincando com os aparelhos eletrônicos e me parece que encontrei o marco evolutivo que divide os seres humanos incluídos digitalmente! De verdade e sem sacanagem… Quem puder fazer esse teste eu agradeço. As crianças que já manipulam objetos (estou usando minha afilhadinha de um aninho para os testes! [calma que não tem nada de radioativo…¬¬]) tem uma pequena diferença quando manipulam celulares e controles remotos, todas elas usam apenas o polegar para manipular esses artefatos, tá nenhuma novidade… Pra você que está lendo o post e bem provavelmente já foi incluído no mundo digital. (Seja bem-vindo queridão!)

Que tal fazer outro teste e passar o seu celular touch para aquela senhoria super simpática que mora próxima à você? Bem provavelmente ela irá segurar o aparelho em uma mão e com a outra vai usar o indicador… Mais uma vez você pode perguntar – Tá qual a novidade?

Novidade nenhuma, na verdade, os desenvolvedores já sacaram isso e desenvolvem os aparelhos com foco nas pessoas que tem o polegar opositor desenvolvido, prova disso é o sucesso ergonômico do iPhone como mostra a matéria do TNW:

http://www.thenextweb.com/apple/2011/10/07/why-the-iphones-screen-is-3-5-and-will-most-likely-never-be-bigger-than-4/

Com certeza essa evolução anatômica não é a criação do super homem de Nietzsche, mas pode ser o indício de umas das características do ser digital que se distingue dos outros seres humanos principalmente por duas características: O telencéfalo multitasking e o polegar opositor altamente desenvolvido…

😉